Os primeiros mundos
Das Ilhas do Amanhecer à Vigília da Meia-Noite: os mundos da beta alternam a superfície e as profundezas.
MMORPG online · beta fechada
O mundo de Asaria vive do que sobrou dela: terras suspensas sobre o Vazio, cristais que valem pão e poder, feras enlouquecidas pela luz partida. E você, que nasceu com uma semente de asa no peito.
Seis respostas à mesma pergunta: como viver de uma luz partida?
Tudo o que existe em Asaria começa com um som de vidro.
No princípio havia só o Vazio — e Alvor, a Ave de Cristal, voando em círculos sobre ele. Uma de suas asas acendia o amanhecer por onde passava; a outra apagava o dia em brasas mansas. O mundo cresceu suspenso sob esse voo.
Ninguém sabe o que feriu Alvor. Sabe-se o que se ouviu: um único som de vidro, tão alto que as montanhas ainda lembram. A asa da aurora se partiu, a terra rachou em pedaços, e só não caiu no Vazio porque os maiores estilhaços, cravados na rocha, seguraram cada fragmento no ar.
Os cristais são as penas perdidas: luz do dia firmada em pedra. Com eles se compra pão e se desperta poder. Um cristal gasto vira vidro morto e sua luz volta ao céu — e dizem que cada cristal gasto aproxima o mundo de um novo amanhecer.
Toda alma nascida sob o voo de Alvor carrega no peito uma Semente de Asa, invisível até despertar. A sua ainda dorme. Há pouco, a maior luz do mundo vacilou por um instante, e alguém precisa descobrir por quê.
Nas minas mais fundas, os mineiros se recusam a descer. Lá embaixo, dentro do cristal em brasa, algo bate — num ritmo regular demais para ser a rocha.
Das Ilhas do Amanhecer à Vigília da Meia-Noite: os mundos da beta alternam a superfície e as profundezas.
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